Dia de ultrassom é uma festa, a gente nem vê o dia passar direito por várias razões. Primeiro porque eu trabalho de casa e quando eu trabalho de casa parece que o dia fica curto. Sim porque a Ivana sempre arruma uma coisinha ou outra pra fazer quando estou de casa, nas minhas horinhas vagas - geralmente as do café e almoço. É fazer um furinho na parede aqui, é passar um oleozinho na porta ali e por ai vai...
Segundo porque eu tenho que fazer tudo correndo no serviço para não ter nenhum impedimento na hora que a gente for na médica, a Dr. Isabela. Então corre pra mandar um relatório aqui, corre pra falar com fulano ali, corre pra responder um email, entra numa reunião sai da outra e ufa, consegui fazer tudo até as 2:15 da tarde. Em ponto. Pronto pra ir na médica.
2:30 estamos lá no horário agendado e é claro que a médica nunca atende a gente no horário pré-estabelecido. Sempre tem alguém na frente que vai demorar só uns minutinhos para terminar de ser atendida. Pego uma revista de Setembro do ano passado e fico vendo as novidades daquele ano. Dessa vez tive sorte, peguei uma revista desse mês, ou seria do mês passado, não importa, só pelo fato de ser desse semestre já é um grande avanço. Casamento da Sandy, morte do Waldick Soriano e a quando eu já ia pra Veja de Abril/2008 - nem tão velha assim - a médica pede pra entrar.
Eu já estava bastante excitado com a idéia de ver o rapaz de novo. Ele tem mexido muito. Já não dá chutes mais, acho que ele já está treinando cabeçadas. Pois bem, onde eu estava, ah sim. Então gel na barriga da Ivana - aquele negócio é nojento - e lá começa a aparecer meu meninão acenando pra mim na TV. OK, o aceno pode ter sido minha imaginação, mas ele estava lá, enorme com seus 34 cm e quase 1 Kg de puro músculo (seria um peso pena ou peso penugem?). A emoção é sempre a mesma: lágrima nos olhos, ansiedade aumentando - ô nove meses que parecem 90 -, procura - mesmo sem saber o que procurar - por algum sinal de problema nos ossinhos, mas graças a Deus tá tudo muito bem. E o coração? Ah, que maravilha, o som é como de um cavalinho correndo à beira-mar.
Quando eu saio do consultório percebo que as pessoas olham pra mim e não é pelo fato de eu estar mais bonito, é pelo fato do sorriso no meu rosto ser tão grande que quase cai a parte de cima da cabeça :) O restante do dia é apenas consequência, porque o mais importante já aconteceu: eu vi meu filho.
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