sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A Mulher do Vizinho


Depois de dois anos sem pisar na academia, essa semana a mamãe voltou a freqüentá-la (não como antes, claro, agora eu sou apenas turista – vou de vez em quando e fico pouco tempo).

Aproveitei meus minutos de esteira para acabar de ler “A Mulher do Vizinho”, um livro de crônicas de Fernando Sabino, de 1962.

Ele guardou a melhor crônica para o final “Dez minutos de idade”, que conta sobre o nascimento de seu filho (não sei se o fato é verídico). Dizia assim: “Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres”.

É exatamente isso que eu sinto em relação ao Rafa, pois tudo que ele toca é especial: quando ele me abraça, me chama de mamaina, aperta meu nariz e faz “biiiiiiip”, envolve seus braços nos meus, apóia a cabeça em mim para descansar, até o simples de dormir é especial. Por tudo isso, para mim, tudo o que ele toca ele transforma em alegria. A mesma alegria que ele me deu ao nascer.

Foto: Mamãe, Rafa e Tio Bi no aniversário de 70 anos da tia Teresa

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