quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Batismo

Para quem não é religioso, pode até parecer estranho a comemoração de algo como o Batismo. Alguns batizam por tradição, outros porque os avós pediram. Outros batizam apenas para cumprir o calendário de eventos do Bebê: o Chá de Bebê, Chá de Fraldas, Batismo, Aniversário, ...

Se você pensar apenas no lado social, é simplesmente uma das 3 maiores festas, senão a maior, que uma família pode ter. Pense comigo:
  • pra começar é numa igreja e igreja é um local público. Não se pode barrar quem entra ou não num local público (pode-se esquecer de dar um convite, mas isso só serve para eventos fora do horário normal - vide casamento abaixo);
  • é a apresentação para a sua comunidade de um novo herdeiro seu. Os pais não param de receber elogios sobre seu rebento (isso independe das características físicas da criança). Coisas do tipo: como é lindo(a); é a cara da mãe; que roupinha linda ele(a) está usando, vocês tem muito bom gosto; e etc. E vão todos os que querem ver pessoalmente se a criança é realmente tudo aquilo que a família já disse à respeito ou se estavam apenas exagerando;
  • é o fortalecimento de sua comunidade. O Batismo, como todo processo de iniciação é a esperança de que sua comunidade cresça ou pelo menos se mantenha no futuro. Por isso também todos querem participar e estarem conectados a esse sentimento; e
  • acontece apenas uma vez na vida. O indivíduo pode até se batizar em outra religião no futuro, porém, é pouco provável que o tal faça disso uma festa. Também não creio que os pais iriam bancar uma nova festa.

As outras duas festas, como vocês podem imaginar são a festa de debutante (nem sei mais se ainda é chamado assim) e o casamento, mas creio que mesmo sendo festas maiores, ainda não se comparam ao batismo. Abaixo listo alguns pontos desses e de outros eventos:
  • Nascimento - não se comemora nascimento, quero dizer, se comemora, mas é algo muito íntimo, algo apenas para os pais (e olha que a mãe participa bem pouco), os avós e alguns tios, portanto, não é um grande evento;
  • Aniversário - isso sim se comemora... uma vez por ano, novamente para um grupo reduzido de pessoas, geralmente os mais chegados. Mudam-se os convidados, conforme o tempo vai passando, alguns aniversários são perdidos, outros esquecidos;
  • Debutante - até hoje não entendo o sentido dessa festa. O que se comemora afinal? Imagino que talvez pelo fato de ser adolescente (nem adulto, nem criança), por algum complexo desconhecido da psicanálise, convencionou-se que se o adulto-criança não tiver essa festa, que consome milhares de Reais dos pais (que seriam melhor investidos numa poupança pra faculdade por exemplo), ele ou ela irá explodir devido a alta concentração de hormônios em seu corpo. É uma hipótese. Eu não quero correr esse risco com os meus filhos;
  • Casamento - sim, ainda funciona e se der tudo certo meus filhos tambẽm vão se casar, mas ao contrário da festa de debutante em que o gasto é todo por conta dos pais, aqui é a hora de fazê-los ver que o mundo já não é mais tão azul quanto imaginavam, mas tem também as cores amarelo (cuidado), vermelho (perigo), roxo (ai como dói), cinza, preto e cor-de-rosa (adicione à essas cores o sentido que melhor vier à sua cabeça), ou seja, é hora de compartilhar os gastos. Aí o público fica menor; e finalmente
  • Velório - essa festa é a pior de todas. Pode até ser grande, mas não pode nem ser chamada de festa. O homenageado entra mudo e sai calado. É indelicado se fizer piadinhas. Tem que falar baixo. A gente fica feliz se pelo menos tiver um café. O máximo que o homenageado ganha são flores, que são enterradas em seguida. Mas tem quem goste.

Pelo lado religioso, quem é cristão sabe da importância do Batismo e não necessita de explicações.

Por isso, não posso descrever a felicidade que senti quando no dia 17/Novembro/2012, pude levar minha filha Gabriela (minha gatinha) para ser batizada na nossa religião. O evento contou com aproximadamente 500 pessoas. Houve uma grande mobilização da nossa família para que esse evento acontecesse, à começar pelos avós: Vovó Maria Luiza e Vovô Pedrão; Tia Dé, Tia Kqueeila e Tio Binho, além de muitos irmãos maravilhosos que nos ajudaram na preparação dos alimentos, do local e do serviço religioso. Nesse último ítem, quero mencionar o Tio Mau, Davi Medeiros, Marcos César, Cícero Vital, os Gargantas de Ouro, o Coral de Rio Claro, o Coral da Melhor Idade de Rio Claro e o Coral da Vila Liviero-SP.

À todos nós agradecemos de coração. Que Deus os abençoe.

E eu agradeço primeiro à Deus e depois à Ivana - mais conhecida nesse blog por Mamãe -, pois você é a razão de tudo isso ter acontecido. Te amo. Papai.

Nenhum comentário: