
Depois de dois anos sem pisar na academia, essa semana a mamãe voltou a freqüentá-la (não como antes, claro, agora eu sou apenas turista – vou de vez em quando e fico pouco tempo).
Aproveitei meus minutos de esteira para acabar de ler “A Mulher do Vizinho”, um livro de crônicas de Fernando Sabino, de 1962.
Ele guardou a melhor crônica para o final “Dez minutos de idade”, que conta sobre o nascimento de seu filho (não sei se o fato é verídico). Dizia assim: “Imprime a tudo que tocares a alegria que me deste por nasceres”.
É exatamente isso que eu sinto em relação ao Rafa, pois tudo que ele toca é especial: quando ele me abraça, me chama de mamaina, aperta meu nariz e faz “biiiiiiip”, envolve seus braços nos meus, apóia a cabeça em mim para descansar, até o simples de dormir é especial. Por tudo isso, para mim, tudo o que ele toca ele transforma em alegria. A mesma alegria que ele me deu ao nascer.
Foto: Mamãe, Rafa e Tio Bi no aniversário de 70 anos da tia Teresa
